O caso se estende para além do cemitério São Miguel
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Familiares denunciam o desaparecimento de mais corpos no Cemitério Municipal São Miguel, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Nesta terça-feira (22), parentes se reuniram no local para pedir por respostas.
Ângela Freitas, Tatiane Santos, Risalva Nunes e Ketlyn Oliveira se surpreenderam ao descobrirem este ano que os corpos dos familiares enterrados não estavam mais nas sepulturas.
Ângela conta que o corpo do filho, Fábio Gabriel, desapareceu sem nenhuma justificativa.
Tatiane Santos afirma que o corpo da mãe, Sueli, sumiu sem nenhum contato com a família.
As mulheres descobriram que os casos não eram isolados quando souberam o que aconteceu com o pastor Gilbert Tavares, que foi surpreendido, em abril deste ano. Ao perceber que a tampa do túmulo da mãe, Jorgina Tavares, foi trocada, ele solicitou uma vistoria à administração do local. O corpo havia sido trocado. Em 2022, o corpo do irmão dele, Francisco, foi exumado sem a autorização ou presença da família.
Gilbert esteve no cemitério São Miguel nesta terça-feira (22) com os familiares de novos casos. Ele conta que, no total, dez corpos estariam desaparecidos.
Risalva Nunes, que enterrou o filho Gilmar em 2022, voltou para casa, nesta terça-feira (22), com o azulejo com a foto do filho. Gilbert conta que, quando ela chegou ao cemitério para exumar o corpo, descobriu que o cadáver de outra pessoa foi colocado no lugar.
O caso se estende para além do cemitério São Miguel. Ketlyn Oliveira denuncia o desaparecimento do corpo da filha, Fernanda Lorena, no cemitério Pacheco, ainda em São Gonçalo.
Ângela, Tatiane, Risalva, Ketlyn e Gilbert afirmam que estão há meses sem resposta da Polícia Civil e da Prefeitura de Maricá. Os casos foram registrados na delegacia de São Gonçalo.
Procuradas, a Prefeitura de São Gonçalo e a Polícia Civil ainda não se manifestaram sobre os casos.