O corredor Morag, em vermelho à direita, vai virar “corredor humanitário”
Reprodução
A principal indicação de um acordo de cessar-fogo em Gaza seria a partida do representante da Casa Branca, Steve Witkoff, para Doha, no Catar.
Witkoff partiu “agora” para se reunir aos mediadores catarianos e egípcios em Doha, anunciou a porta-voz do Departamento de Estado, em Washington, Tammy Bruce.
Outra informação que Bruce acrescentou foi a de um acordo para tornar o Corredor Morag, que separa Rafah e Khan Yunis, em Gaza, em rota para ajuda humanitária.
O Hamas não respondeu ainda à última proposta que lhe foi enviada na semana passada. Ontem, dizia-se que o problema era de comunicação. E hoje, que a liderança palestina ainda está deliberando.
O negociador sênior do Hamas, Khalil al-Hayya, já deu seu apoio à proposta na mesa. E o presidente Trump mandou um recado aos líderes em Gaza: “A paciência dos EUA está se esgotando; respondam logo”.
O ministro israelense de Assuntos Estratégicos, Ron Dermer, está partindo também para Doha, onde se encontrará com Witkoff. Pelo acordo de cessar-fogo de 60 dias, dez reféns vivos serão libertados, oito no primeiro dia e dois outros, no 50º. Dezoito reféns mortos no cativeiro serão também devolvidos em três fases separadas. Em troca, um número ainda não especificado de prisioneiros palestinos sairá de penitenciárias israelenses.
O Hamas revelou que perdeu contato com um de seus grupos que mantinha um dos reféns. Durante a trégua de 60 dias, Israel e Hamas continuarão negociando uma paz permanente, com a garantia do presidente Trump de que os israelenses não atacarão, como aconteceu com o acordo anterior de janeiro.